
A Reforma Tributária deixou de ser tema de seminário e virou agenda de conselho. Para empresas do Lucro Presumido, a transição do modelo atual para o IBS e a CBS é o ponto que mais gera dúvida, porque mexe com três coisas ao mesmo tempo: preço, crédito e caixa.
O fim do efeito cascata esconde uma troca
Hoje, parte da carga do Presumido é embutida no custo sem direito a crédito. PIS e COFINS incidem sobre o faturamento, e o ICMS pesa de forma diferente conforme a operação. Com o IVA dual, a alíquota chega maior na nota, mas vem acompanhada de crédito amplo. Para quem vende a consumidor final e tem cadeia enxuta, a conta pode fechar melhor. Para quem tem margem apertada e cliente que não aproveita crédito, a história é outra.
É por isso que simulação vence opinião. Cada empresa precisa rodar o próprio número, com as próprias notas, antes de decidir qualquer coisa.
Três frentes de preparação que valem começar agora
- Mapear o regime atual: onde entra cascata, onde nasce crédito e onde ele se perde na cadeia.
- Revisar precificação: a alíquota de referência muda por setor e por regime, e o repasse precisa de critério.
- Preparar o cadastro e o sistema: split payment, códigos de classificação e obrigações acessórias novas vão exigir dados limpos.
O papel da contabilidade muda de lugar
No modelo novo, a contabilidade deixa de ser registro e passa a ser instrumento de decisão. Quem tiver leitura gerencial pronta, cenários comparados e interlocutor técnico acompanhando a transição, atravessa o período com vantagem. Quem tratar a reforma como assunto só do fisco, vai descobrir o impacto no fluxo de caixa, quando ele já aconteceu.
Na WOW TAX, a leitura da reforma já faz parte da rotina dos clientes em Lucro Presumido: cada mudança normativa entra no acompanhamento mensal, com cenário e recomendação, não só com notícia.
